Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, Bolsonaro fez uma visita ao Maranhão. Em suas andanças pelo estado nordestino, o presidente, além de ignorar as medidas de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus, provocando aglomerações nas ruas, também ignorou o respeito à comunidade LGBT+, quando fez uma piada homofóbica.

Isso porque, ao se encaminhar para seu segundo compromisso do dia, deu uma pequena pausa para tomar o famoso refrigerante maranhense, o Guaraná Jesus. O comentário veio logo depois de Bolsonaro dar o último gole na bebida: “Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?”. Boiola? Ah, sim… Nosso presidente chegou a tal conclusão apenas porque Jesus tem a coloração rosa. “Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí. Quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”, ele ainda tentou brincar.

Mas o fato é que, se Bolsonaro de fato se expressou de forma agressiva ou apenas em tom de brincadeira, associar a cor rosa a determinado gênero ou orientação sexual não tem qualquer fundamento. Ainda mais quando se faz algum comentário desse tipo com ares de deboche.

Cores transmitem sensações e sentimentos ao cérebro, e quando bem utilizadas nas artes, no marketing, no design de interiores e até mesmo na culinária, por exemplo, podem trazer resultados magníficos. A psicologia explica. No caso do Guaraná Jesus, se querem saber, a cor rosa pink está relacionada ao sabor bastante adocicado do refrigerante, que lembra vagamente o tutti frutti.

Se o comentário do presidente foi totalmente impensado, com certeza a escolha da cor de Jesus não foi. Ponto para o guaraná, que ainda por cima teve a maior publicidade gratuita da história do refrigerante maranhense.

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