Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) neste mês de outubro serve de alerta para o Brasil. Na contramão da tendência mundial os casos de HIV/Aids têm aumentado por aqui. O número de novas infecções subiu 21% nos últimos oito anos.

No mundo há cerca de 38 milhões de pessoas com o vírus HIV. O relatório da ONU aponta que o número de novos casos permanece estável, já o total de mortes relacionado ao vírus caiu 33% em quase há uma década. A redução está associada aos avanços no acesso aos tratamentos com retrovirais, hoje disponível para três em cada cinco soropositivos no mundo.

Apesar disso o levantamento também expõe dados preocupantes. Na contramão da média mundial aqui no Brasil houve um aumento no número de pessoas identificadas com HIV/Aids, em oito anos o total de pessoas soropositivas cresceu 21%.

O número coloca o país como um dos da América Latina com maior aumento de casos – foram cerca de 100 mil em toda a região ao longo de 2018.

A média de crescimento de novos casos de HIV na América Latina foi de 7%, segundo a ONU. O país com maior aumento foi o Chile (34% no período), seguido de Bolívia (22%), Brasil e Costa Rica (ambos com 21%).

Cerca de 40% das novas infecções por HIV identificadas (pessoas que buscaram tratamento) na América Latina no ano passado aconteceram entre a comunidade LGBT, em especial os homens que se relacionam com outros rapazes. Na região, clientes de trabalhadores sexuais representaram 15% dos novos casos, à frente de mulheres transgêneros (4%), trabalhadores sexuais (3%) e usuários de drogas injetáveis (3%). O restante da população (heterossexual) é responsável por 35% das infecções.

Isso significa que a comunidade LGBT tem se despertado mais aos cuidados e buscado atendimento médico e fazer os exames como teste rápido para DST/IST. Também ao identificar fazer o tratamento corretamente. Acontece que 9,4 milhões de pessoas no mundo portam HIV sem saber, por isso a importância de sempre está fazendo exames e indo ao medico independentemente da sua orientação sexual.

No Brasil, o Ministério da Saúde estimou que 866 mil pessoas viviam com o HIV no ano passado. Desse total, 84% (731 mil) estavam diagnosticadas, e 75% (548 mil) estavam em tratamento antirretroviral. Segundo a pasta, em 2017, 92% (503 mil) dos infectados em tratamento já tinham carga viral indetectável. Até setembro deste ano, havia 585 mil pessoas em tratamento para HIV/Aids.

De acordo com o ministério, a meta é garantir que, até 2020, todas as pessoas vivendo com HIV no país sejam diagnosticadas; que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento alcancem carga viral indetectável.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que muitas pessoas não usam camisinha e tem preconceito para buscar formas de prevenção. Hoje o Brasil oferece todos os métodos de prevenção recomendados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2018, mais de 300.000 pessoas em todo o mundo tomaram a profilaxia pré-exposição (PrEP) pelo menos uma vez, à medida que mais países adotam a alternativa – que consiste em usar o medicamento antirretroviral a fim de evitar que o vírus se instale no organismo – aliada ao uso de preservativo, o número de infecções tende a cair.

Assista abaixo:

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