A partir deste mês, as terras da rainha Elizabeth irão abrir mão do conservadorismo tradicional para abraçar a inclusão das minorias ligadas à causa LGBT+.

Isso porque os alunos do ensino médio das escolas inglesas passarão a ter aulas sobre saúde sexual e relacionamentos positivos que sejam contextualizadas e exemplificadas com pessoas da comunidade LGBT+.

Para as crianças do ensino fundamental, a estratégia está sendo abordar famílias e amizades saudáveis, sem tocar na questão de relacionamentos íntimos.

A educação sexual nas escolas tem um amplo propósito de transmitir uma série de conceitos essenciais à saúde física e emocional do aluno, tais como fornecer informações sobre concepção, consentimento e segurança on-line, além de ensinar, por exemplo, o que torna um casamento bem sucedido ou o que faz de uma pessoa uma boa amiga.

Dentro desse propósito, houve pertinência em inserir a educação sexual inclusiva, com o intuito de ensinar, mas, principalmente, fazer os alunos compreenderem e praticarem o respeito às diferenças desde cedo.

Onde tudo começou

Em novembro de 2018, a Escócia foi o primeiro país a aprovar o ensino dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais no currículo escolar. 

Considerado um dos países mais progressistas da Europa com relação à questão LGBT+, a decisão de determinar que as escolas públicas ensinem os estudantes sobre a história dos movimentos dessa comunidade, visando combater a homofobia e a transfobia, foi aceita na íntegra pelos ministros escoceses.

O projeto foi inteiramente articulado pelo grupo de trabalho liderado pela campanha “Time for Inclusive Education” (Tempo para Educação Inclusiva ou TIE).

Um estudo promovido pela TIE mostrou que nove em cada dez escoceses que se identificam como LGBT já sofreram homofobia na escola, e 27% relataram alguma tentativa de suicídio após serem vítimas de bullying.

O estudo ainda descobriu que havia pouca compreensão nas escolas com relação ao preconceito ligado às questões de variações de características sexuais e corpos intersexuais.

Como resultado do estudo, uma série de recomendações foi destinada ao governo para que providências fossem tomadas a respeito.

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