Junho: saiba mais sobre as cores e causas desse mês

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Causas de Junho
Causas e cores de junho (Foto: Divulgação)

O sexto mês do ano já chegou e com ele temos duas cores que representam causas muito importantes! O Vermelho é a primeira delas, e existe para nos conscientizar sobre o quão essencial é a doação de sangue. A cada ano, no dia 14 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue e 2020 sempre será o mais marcante para a comunidade LGBT+, já que, a partir desse ano foram derrubadas as restrições à doação de sangue por homens gays, pelo Supremo Tribunal Federal. Uma vitória há muito tempo merecida e que contribuirá para salvar muitas e muitas vidas. Com a pandemia do COVID-19 é preciso se informar quanto às restrições e mudanças adotadas pelas Secretarias de Saúde de cada estado/cidade sobre a doação de sangue. Atente-se e informe-se!

A outra cor do mês de junho é o Laranja, que remete à conscientização sobre a anemia e a leucemia. A anemia é uma doença caracterizada pela queda de hemoglobina no sangue, o pigmento que dá cor aos glóbulos vermelhos do mesmo. Isso pode ocorrer pela falta de um ou mais nutrientes essenciais, como o ferro (de longe o mais comum), zinco, vitamina B12 e proteínas. Também pode ser resultado da perda de sangue ou de diferentes doenças ou condições adquiridas ou hereditárias. Os sintomas mais comuns da anemia são: cansaço generalizado, falta de apetite, palidez de pele e mucosas (parte interna dos olhos e gengivas), tontura, falta de ar, coração acelerado, dor de cabeça, mãos e pés frios, dor no peito, desejo de comer coisas estranhas, como terra, tijolo ou gelo.

O diagnóstico da doença é feito a partir do exame de sangue, além do histórico médico e familiar do/a paciente. O tratamento da anemia pode variar de acordo com o tipo da mesma, caso a anemia seja causada pela falta de nutrientes, eles serão repostos por meio de suplementos (como sulfato ferroso, vitamina B13 e folato) e correção da dieta. Doenças que provocam perda de sangue terão tratamento específico, bem como as que afetam diretamente a produção de glóbulos vermelhos. Condições autoimunes demandam uso de imunossupressores.

A leucemia está entre os principais tipos de câncer de sangue. Ela se caracteriza pelo acúmulo de células anormais na medula óssea, que passam a substituir as células sadias. As causas da leucemia ainda são desconhecidas, mas alguns fatores de risco têm sido associados à doença, como exposição à radiação ionizante e a produtos químicos diversos durante a gestação ou durante o começo da infância, além de anomalias cromossômicas (fatores genéticos), como a Síndrome de Down, Síndrome de Bloom e anemia de Fanconi.

A leucemia apresenta diferentes classificações, que variam de acordo com a evolução e os tipos de glóbulos brancos afetados. A leucemia que atinge as células linfoides é chamada de leucemia linfoide, já a que atinge as células mieloides é conhecida como leucemia mieloide. Com relação à rapidez com que a doença evolui, essas classificações se subdividem em agudas – quando se agravam rapidamente – e crônicas – quando evoluem de forma mais lenta. A leucemia linfoide aguda, por exemplo, é mais frequente entre crianças. Já a leucemia linfoide crônica é comum em pessoas a partir dos 55 anos.

Os principais sintomas da leucemia são: anemia, infecções frequentes, sangramentos das gengivas e pelo nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos sob a pele, Gânglios linfáticos inchados, febre ou suores noturnos, perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado), dores nos ossos e articulações. Geralmente, a leucemia do tipo crônica pode demorar a manifestar sintomas. Já com relação à leucemia aguda, os sintomas surgem mais rapidamente e são mais agressivos.

O diagnóstico da leucemia é confirmado por meio do mielograma, um exame em que se coleta um pouco do material da medula óssea, para examinar as células que estão presentes ali. Alguns casos de leucemia têm cura, mas isso dependerá de uma série de fatores, entre eles os tipos de células afetadas e o tempo em que a doença levou para ser diagnosticada. O tratamento, normalmente, é feito por meio da associação de medicamentos (poliquimioterapia), e ocorre em etapas.

Em alguns casos, pessoas com leucemia podem se beneficiar do transplante de medula óssea. Esse procedimento representa uma evolução no tratamento da doença e pode levar muitas esperanças àqueles que lutam contra ela. Se você tem interesse em ser um doador, entre em contato com o hemocentro mais próximo e informe-se sobre as medidas e restrições em vigor devido à pandemia do coronavírus.

Agora que você já conhece as cores e causas do mês de junho, verifique como ajudar e contribuir com as mesmas, de forma segura e responsável. Mês que vem tem mais conscientização sobre outras causas, iguais de importantes. Acompanhe nosso site e Instagram para conhecê-las!

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